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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
domingo, 13 de março de 2011
O carnaval passou... o ano começou! Esta é a máxima de todo “santo” ano!
Mas, para mim, a realidade foi outra: meu ano começou no dia 03 de janeiro, colocando a agenda em ordem, atendendo no consultório, com pouco tempo para postar novidades no blog e procurando novos conhecimentos para dividir com vocês.
No final do ano ganhei uma coleção da Editora Abril Cultural, sobre Mitologia, tema que sempre me interessou muito, porém nunca tive muito tempo (ou paciência, honestamente) para me aprofundar. Porém resolvi não resistir e deixei-me entregar a esse novo e fantástico conhecimento.
A partir de hoje vou postar algumas informações sobre a cultura grega, sobre mitologia e sobre alguns mitos interessantes. Vale ressaltar que os mitos têm versões que se alteram um pouco, mas os que serão postados, assim como suas explicações, estão contidos nos textos da série Mitologia (vol. I, II, III) da Editora Abril Cultural, cujos poetas e autores serão mencionados.
Dividirei o assunto em várias postagens e acima de cada uma colocarei uma bela obra de arte em referência ao texto ou mito citado.
Espero que apreciem! Boa leitura e até o próximo conhecimento!
Giovana
Qual a origem dos seres para os Gregos?
Templo de Apolo em Delfos
A resposta que os gregos obtiveram não visa o Nada, nem a um deus criador, mas um espaço aberto que chamaram de Caos (algo já existente, massa rude e carente de estrutura, onde forças intrínsecas e latentes poderiam, se organizadas, produzir e perpetuar a vida. O Caos não é, pois, a desordem, a confusão. É a possibilidade de tudo), matéria informe à espera de ser organizada.
A mulher que gera torna-se figuração da mãe universal, e a mesma divindade, por analogia de função passa a presidir aos nascimentos da natureza toda, e é venerada como genitora e consoladora, como Mãe Imortal. Será Gaia, a Terra, e posteriormente Deméter. A função de Pai será assumida por Urano, depois Cronos e finalmente Zeus, consagrado pai dos deuses e dos homens.
Não há para o grego o sentimento de contrição, o fomento interior pelo qual se invoca o deus para lhe implorar o perdão dos pecados. O homem grego conhece o arrependimento, o desejo de emendar-se e assim melhorar sua natureza. “Viver o Mito” implica este tipo de experiência: conhecer-se a si mesmo (escrito no frontão do templo de Apolo, em Delfos). Experiência que deve ser entendida mais no sentido naturalista do que propriamente como experiência religiosa. Tales (640 – 547 a. C.) “tudo está repleto de deuses” não referia-se à entidades abstratas e distantes, que num determinado momento tivesse resolvido criar, organizar e dirigir o mundo. Quis significar a força a tudo em vista de um fim. Em última análise. O dáimon (força misteriosa).
O mito não deixa de expressar profundos anseios religiosos, aspirações morais, necessidades de aperfeiçoamento espiritual, porém não chega a fixar um esquema de leis, prometer prêmios aos bons e castigos aos maus, nem promessas de salvação e ameaças de danação eterna.
Se, pois, o mito foi esforço do homem para captar a natureza e chegou, assim, a criar os deuses, a beleza, para os gregos, é mítica síntese da harmonia, da medida, da ordem dessa mesma natureza, que os deuses – mais fortes e imortais – possuem graus e condições diferentes. Aos homens resta imitar o natural para alcançar o belo, deixando que os deuses lhes ensinem os meios de fazê-lo.
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